Segunda-feira, 22 de Maio de 2017 -
CAMPANHA SALARIAL

Dificuldades financeiras impedem reajuste a servidores, diz prefeito

03/04/2017 14h23
Wesley Rodrigues
ARQUIVO DEFATO
Administração pública cita inviabilidade de majorar os vencimentos dos servidores

O sindicato dos servidores de Itabira - o Sintsepmi - e o governo municipal discutem o acordo coletivo dos trabalhadores para este ano. A primeira rodada de negociações já resultou num impasse: a Prefeitura propôs manutenção dos salários sem reajuste, o que gerou insatisfação dos sindicalistas. O governo de Ronaldo Magalhães (PTB) pontua dificuldades financeiras para absorver o impacto da majoração dos salários.

Em informativo veiculado pelo Sintsepmi é citado que há dois anos os servidores não recebem reajuste e o salário ficou defasado frente à inflação acumulada no período. Em 2016, a campanha salarial não avançou e a gestão de Damon Lázaro de Sena (PV) alegou impossibilidade do aumento em função do período eleitoral.

Com o novo governo, o sindicato pôde se reunir na última quinta-feira, 30 de março. “Foram mais de 30 dias de espera para eles pudessem estudar a pauta e, agora, a proposta que eles nos trazem é um vergonhoso zero”, afirmou a presidente do grupo, Priscila Miranda.

A pauta do acordo coletivo, definida em assembleia realizada pelo sindicato no dia 9 de fevereiro, reivindica reajuste de 24,44% nos salários. O percentual considera a soma da inflação acumulada nos anos de 2015 e 2016, além de um percentual desprezado pela gestão anterior.

Os servidores pedem também salário mínimo de R$ 1.161 e cartão alimentação no valor mensal de R$ 409,68, entre outras melhorias trabalhistas.

Contas defasadas

O prefeito Ronaldo Magalhães falou sobre o assunto à DeFato Online nesse domingo, na inauguração do Centro de Atendimento ao Turista (CAT). O chefe do Executivo voltou a frisar o déficit nos cofres do município.

Magalhães ressaltou que o diálogo com sindicato ocorrerá de forma “clara e aberta”. “Temos muito problema financeiro e dificilmente a gente consegue estar aumentando salário e dar garantias disso. Mas tem outras coisas que podem ser feitas, independente de recursos financeiros. A gente quer uma discussão bem aberta, bem clara, que tenha um resultado pelo menos razoável para os servidores. Eles têm papel fundamental no governo e na Prefeitura em si”.

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