Quarta-feira, 18 de Outubro de 2017 -
CAMPANHA SALARIAL

Vale se compromete a não aplicar reforma trabalhista, diz sindicato

05/10/2017 07h49
ACOM METABASE
Representantes de entidades sindicais e da Vale discutiram acordo coletivo no Rio de Janeiro

Durante reunião na manhã dessa quarta-feira, 4 de outubro, no Rio de Janeiro, a mineradora Vale, por meio de diretores, se comprometeu a não aplicar as mudanças da reforma trabalhista. A informação é do Sindicato Metabase de Itabira e Região, que integra o grupo Unidade Sindical, formado para discutir o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) com a empresa.

Também segundo o Metabase, a Vale aceitou a prorrogação da vigência do ACT atual até o dia 30 de novembro, mantendo a data base no dia 1º de novembro e a vigência do acordo por um ano. Outro ponto definido é a manutenção do plano de saúde, mas poderá haver mudanças no plano odontológico. A empresa apresentará nova proposta.

Na avaliação do Metabase, a principal proposta aceita pela Vale foi incluir neste acordo apenas os pontos que forem de consenso entre a empresa e os sindicatos. Um novo encontro acontece nos dias 17 e 18 de outubro, com a discussão inicial pelas cláusulas econômicas.    

“Nós deixamos bem claro pra Vale que nós não aceitaríamos a perda de direitos e benefícios que conquistamos depois de muitos anos de luta. Chegamos na negociação mostrando que estamos dispostos a fazer um enfrentamento pesado, para que nenhum dos nossos trabalhadores saiam prejudicados”, afirmou o presidente do Sindicato Metabase, Paulo Soares de Souza.

Horas in itinere

Em relação as horas in itinere pagas aos trabalhadores de Itabira, que são as horas extras contabilizadas quando o empregado se desloca de sua residência ao trabalho e vice e versa, não entram no acordo coletivo. A direção do Metabase briga pela manutenção desse benefício e a sua inclusão nas negociações do acordo específico.

“O pagamento das horas in itinere em Itabira é fruto de uma fiscalização do Ministério do Trabalho e por isso não está no acordo coletivo, mas, assim como o Metabase cobrou o período retroativo na via judicial, não vamos aceitar o corte do benefício, que deve ser garantido através do acordo especifico”, ressaltou a coordenadora do setor jurídico do Metabase, a advogada Rosilene Félix, que também acompanhou as negociações com a empresa.

Pauta

Dentre as principais reivindicações econômicas feitas à Vale, a Unidade Sindical cobra o reajuste salarial de todos os empregados, mediante aplicação total da inflação acumulada apurada pelo Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC), no período de 1º de novembro de 2016 a 31 de outubro de 2017, mais 5% de ganho real.

O piso salarial cobrado pelo grupo é de R$ 3.744,83. Quanto ao cartão alimentação, a Unidade Sindical cobra um repasse de R$ 1.135,58. Na pauta de negociação também foi cobrada a manutenção de todos os direitos e benefícios que estão no acordo em vigência. 

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